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As discussões na Blue Zone seguiram intensas, e um novo eixo ganhou força: a transição justa.
Delegações de diferentes blocos se aproximaram da proposta de criar um mecanismo global que garanta que a virada para uma economia de baixo carbono aconteça de forma inclusiva, com apoio a trabalhadores, comunidades e países ainda dependentes de setores poluentes.
“Os negociadores nos dão muita esperança”, celebrou Ana Toni, diretora-executiva da COP30.
Em contraste, a transição energética enfrentou impasses. A Arábia Saudita se tornou o principal obstáculo às novas metas de redução de combustíveis fósseis — um bloqueio que, pela regra do consenso, pode atrasar um dos resultados mais esperados da conferência.
Mas nem tudo é desacordo: fora das mesas de negociação, uma “brisa de esperança” veio da Ásia.
Após anos de crescimento acelerado, as emissões de CO₂ da China estabilizaram. Segundo o Carbon Brief, o país está há 18 meses com emissões estáveis ou em queda, impulsionado pela expansão recorde de energia solar e eólica e pelo aumento das vendas de carros elétricos.
Em 2025, a China adicionou 240 GW de energia solar e 61 GW de eólica, o que pode marcar o primeiro ano real de recuo nas emissões — um sinal concreto de que a transição energética global já está em movimento.
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