Belém segue no centro das discussões globais sobre o futuro do planeta.

Entre os temas centrais do terceiro dia da COP30: empregos verdes, capacitação, cultura, educação, direitos humanos e justiça climática, com uma mensagem clara: "a ação climática só avança quando coloca as pessoas no centro das decisões".

Nov 13, 2025 - 07:45
Nov 17, 2025 - 05:54
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Belém segue no centro das discussões globais sobre o futuro do planeta.
COP 30 - Resumo do dia 12 de novembro de 2025

Transição justa: pessoas no centro da ação climática

As discussões do dia reforçaram o princípio essencial: a transição climática começa pelas pessoas.

 

Foi destacado o papel do trabalho, da educação, da cultura e da justiça social na construção de uma economia verde, inclusiva e resiliente.

 

O dia foi marcado pelo lançamento da Iniciativa Global sobre Empregos e Capacitação para a Nova Economia, que apresentou seu primeiro relatório e uma agenda de ação para apoiar países e setores produtivos na criação de empregos decentes e programas de qualificação dentro dos planos de transição.

 

Também foram destaques a Cúpula de Investidores Institucionais (Asset Owners Summit), voltada à mobilização de capital para o clima e, o debate sobre integridade da informação, com o lançamento do Fundo Global pela Integridade da Informação Climática, em parceria com ONU e UNESCO — um avanço no combate à desinformação ambiental.

 

Cultura, narrativas e justiça climática

Na Green Zone, o painel “Narrativas e Contação de Histórias para Enfrentar a Crise Climática” reuniu Gilberto Gil, Luciano Huck, Davi Kopenawa e Margareth Menezes, mostrando o poder da arte e da comunicação para inspirar a mudança de comportamento e ampliar o engajamento social.

 

A Cúpula dos Povos Indígenas também ganhou força, com mais de 200 embarcações na barqueata da Baía do Guajará e um discurso contundente do Cacique Raoni Metuktire em defesa da Amazônia e contra a exploração de petróleo na região.

 

Negociações e movimentações globais

As discussões na Blue Zone seguiram intensas, e um novo eixo ganhou força: a transição justa.


Delegações de diferentes blocos se aproximaram da proposta de criar um mecanismo global que garanta que a virada para uma economia de baixo carbono aconteça de forma inclusiva, com apoio a trabalhadores, comunidades e países ainda dependentes de setores poluentes.

 

Os negociadores nos dão muita esperança”, celebrou Ana Toni, diretora-executiva da COP30.

 

Em contraste, a transição energética enfrentou impasses. A Arábia Saudita se tornou o principal obstáculo às novas metas de redução de combustíveis fósseis — um bloqueio que, pela regra do consenso, pode atrasar um dos resultados mais esperados da conferência.

 

Mas nem tudo é desacordo: fora das mesas de negociação, uma “brisa de esperança” veio da Ásia.

 

Após anos de crescimento acelerado, as emissões de CO da China estabilizaram. Segundo o Carbon Brief, o país está há 18 meses com emissões estáveis ou em queda, impulsionado pela expansão recorde de energia solar e eólica e pelo aumento das vendas de carros elétricos.

 

Em 2025, a China adicionou 240 GW de energia solar e 61 GW de eólica, o que pode marcar o primeiro ano real de recuo nas emissões — um sinal concreto de que a transição energética global já está em movimento.

 

Brasil em destaque: agricultura e finanças sustentáveis

Na AgriZone, o Brasil apresentou soluções que unem produção agropecuária, conservação ambiental e segurança alimentar, em uma vitrine de tecnologias liderada pela Embrapa. O embaixador André Corrêa do Lago reforçou o papel do país como referência em agricultura tropical sustentável.

 

Além disso, o BNDES anunciou acordos que somam R$ 8,5 bilhões com bancos europeus e o BID, voltados ao Fundo Clima — recursos destinados a projetos de energia limpa, transporte sustentável e restauração florestal.

 

#GSSnaCOP30

O time da GSS segue participando ativamente da conferência, com destaque para agendas de finanças sustentáveis, biodiversidade e governança climática.

 

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