DOAR SANGUE SALVA ATÉ 4 VIDAS E, O MAIS IMPORTANTE, TRANSFORMA SEU CORAÇÃO

Banco de Sangue de Sertãozinho: uma história de dedicação, desafios e renovação.

Mar 27, 2026 - 17:00
Mar 30, 2026 - 13:43
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DOAR SANGUE SALVA ATÉ 4 VIDAS E, O MAIS IMPORTANTE, TRANSFORMA SEU CORAÇÃO

Existe uma máxima que atravessa gerações e traduz com precisão o espírito da solidariedade: “Mais se beneficia quem melhor serve”. A frase, instituída em 1911 como um dos lemas do Rotary International, nasceu de um discurso do rotariano Arthur Frederick Sheldon e segue atual — especialmente, quando se fala em doação de sangue.

Doar é, antes de tudo, um ato de empatia. É quando o indivíduo olha além de si e entende que pode transformar realidades com um gesto simples. Para muitos doadores, essa prática vai além da ajuda ao próximo: torna-se uma filosofia de vida. Ao se doar com amor, os próprios problemas parecem menores e a vida ganha um novo significado.

É com base nesse propósito que o Banco de Sangue de Sertãozinho construiu sua trajetória ao longo dos anos, tornando-se uma instituição essencial não apenas para o município de Sertãozinho, mas para toda a região.

Uma história construída com propósito de vida

À frente dessa missão está a farmacêutica e Bioquímica, Dra. Cássia Pacca, diretora do Banco de Sangue de Sertãozinho, que aceitou o convite do sogro Dr. João Batista do Amaral Pacca. Ao lado de sua família, ela tem dedicado sua vida a fortalecer a cultura da doação e garantir que o atendimento à população seja contínuo e de qualidade.

Convidada pela Rota do Turismo, Dra. Cássia abriu as portas da instituição para mostrar a rotina intensa e, muitas vezes, desafiadora de um banco de sangue. Entre coletas, triagens e armazenamento, o trabalho exige precisão técnica, responsabilidade e, sobretudo, sensibilidade humana.

Por que os bancos de sangue precisam sempre de doadores?

Uma das perguntas mais frequentes e direta, tem sido: por que há necessidade constante de doação de sangue, principalmente nas vésperas de feriados?

A resposta também é simples, mas pouco conhecida:

“O sangue tem prazo de validade e não pode ser fabricado”, explica Dra. Cássia Pacca.

 

Diferente de outros insumos hospitalares, o sangue depende exclusivamente da solidariedade humana. Componentes como plaquetas e o sangue no gueral, têm validade, veja a seguir:

  • Hemácias: Validade de 35 a 42 dias, com Armazenamento: entre 2°C e 6°C  e serve para  transportar oxigênio pelo corpo, muito utilizado em pacientes com anemias, cirurgias, hemorragias.
  • Plaquetas: Validade de apenas 5 dias, com agitação constante e é utilizado para a coagulação do sangue, sendo utilizado em pacientes com câncer, leucemia ou em quimioterapia.
  • Plasma (plasma fresco congelado) – tem a validade de até 1 ano, contendo proteínas e fatores de coagulação para ser utilizado em queimaduras, doenças hepáticas, distúrbios de coagulação, e o, 
  • Crioprecipitado – com Validade: até 1 ano (congelado), rico em fatores de coagulação específicos e utilizado nos casos de hemofilia, sangramentos graves

“E após a doação o Banco de Sangue, existe muito trabalho para sua preservação, cuidados e busca de parceiros, quando percebemos que temo estoque elevado de algum tipo de sangue que está para vencer. TAmbém doamos esse sangue para não perder.  O que não podemos é perder o sangue doado, pois sabemos do seu valor na vida de todos. Isso significa que os estoques precisam ser constantemente renovados para atender emergências, cirurgias, tratamentos oncológicos e diversas outras demandas médicas”, esclarece Dra. Cássia.

 

Mesmo diante dessas dificuldades, o Banco de Sangue de Sertãozinho segue firme, graças ao comprometimento de sua equipe e ao apoio da comunidade.

Agora, a instituição se prepara para um novo momento em sua história. A chegada de Dr. Rafael Pacca, filho de Dra. Cássia e DDr. Sérgio Pacca, apresenta uma nova fase de reestruturação e renovação, com a proposta de modernizar processos, ampliar o alcance das campanhas de conscientização e fortalecer ainda mais o vínculo com a população. A nova geração chega com o desafio de dar continuidade ao legado construído, trazendo inovação sem perder a essência do cuidado e da solidariedade.

A importância do Banco de Sangue para Sertãozinho e região

O impacto do Banco de Sangue vai muito além das suas paredes. Ele atende não apenas Sertãozinho, mas também cidades vizinhas, sendo peça-chave no sistema de saúde regional na Santa Casa e Hospital Netto Campelo.

Primeiro, ao evitar que a população saia do município para doar sangue e, principalmente, por atender toda região.

Cada bolsa de sangue coletada pode salvar até quatro vidas. Isso transforma o ato de doar em algo coletivo — um gesto individual com consequências amplas e profundas.

 

Quem pode doar

Para ser doador, devem seguir alguns critérios, tais como:

  • Idade: entre 16 e 69 anos
    • Menores de 18 precisam de autorização dos responsáveis
    • Primeira doação deve ser feita até os 60 anos. SE for fazer a primeira doação aos 60 anos, só poderá doar por 1 ano. Quem já é doador normal, a idade foi alterada para até 69 anos”, explica Cássia Pacca.

Outros requisitos são:

·         Peso mínimo: 50 kg

·         Condição de saúde: estar em boas condições, sem doenças ou sintomas recentes

  • Alimentação: estar alimentado (evitar apenas alimentos gordurosos antes da doação e beber bastante água)
  • Documento: apresentar documento oficial com foto. E na triagem, responder um questionário.

Após a doação, podem voltar a doar:

  • Homens: a cada 2 meses (com total de até 4 doações por ano); e,
  • Mulheres: a cada 3 meses (com máximo de 3 doações por ano).

Algumas situações impedem a doação, mesmo dos doadores constantes, que são:

  • Gripe, febre ou infecções recentes;
  • Gravidez ou amamentação;
  • Tatuagem ou piercing recente (geralmente aguardar 6 a 12 meses);
  • Cirurgias recentes;
  • Consumo de álcool nas últimas 12 horas; e,
  • Uso de alguns medicamentos, informados no Banco de sangue

Só não podem doar, em nenhuma hipótese, as pessoas com diagnóstico de doenças transmissíveis pelo sangue (como HIV, hepatites B e C), quem faz uso de drogas injetáveis e ilícitas, entre outras condições crônicas específicas

Um convite à solidariedade

Fica então um convite a todos, mesmo vivendo em um mundo cada vez mais acelerado, pare por alguns minutos para doar sangue ou incentivar alguém a doar. “Pode parecer um pequeno gesto, mas, na prática, é um dos maiores atos de humanidade que alguém pode realizar”.

Por isso, marque na sua agenda um horário para iniciar esse ato de amor, como doador de sangue. E, se por algum motivo não puder doar, convide sua família e os amigos para entrar nessa corrente do bem.

A mensagem é clara: todos podem ajudar. Seja com tempo, com informação ou com a doação. “Porque, no fim, a antiga frase continua verdadeira, quem mais serve, mais se beneficia”, afirmam os voluntários do Rotary International.

 

 

 

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