Combate a violência contra mulheres e meninas em Sertãozinho
Quando o assunto é violência contra mulheres e meninas, a maioria se cala ou esconde seus sentimentos.
“Nos últimos três dias, o assassinato de uma mulher e quatro crianças e duas tentativas de feminicídio provocaram indignação no país. Feminicídio é quando o homem mata uma mulher pelo fato de ela ser mulher. Em 2025, já foram mais de mil registros”, (Fonte: Jornal Nacional).
Enquanto isso, o Brasil tem mais de mil casos de feminicídio registrados em 2025.
De acordo com dados atualizados no Mapa Nacional da Violência de Gênero foram registrados no primeiro semestre de 2025 um total de 718 feminicídios no país. O levantamento, elaborado pelo Observatório da Mulher Contra a Violência, do Senado, também aponta registros de 33.999 estupros contra mulheres de janeiro a junho, uma média de 187 por dia. Professora de direito criminal, Renata Furbino destaca as leis existentes para coibir esses crimes, mas afirma ser necessário entender o contexto da sociedade e fortalecer as redes de apoio às mulheres, com articulação entre as políticas de estado, as delegacias de polícia, os ministérios públicos e outros órgãos. (Fonte: Senado).
Até quando você vai se calar ou fingir que nada tem acontecido?
O Grupo Mulheres do Brasil foi fundado em 2013 por um grupo heterogêneo, de diferentes classes sociais, cores e credos, com o mesmo objetivo em comum: estimular a participação feminina na construção de um Brasil melhor para todos os cidadão, principalmente às mulheres e meninas.
Atualmente, 137.283 mulheres são integrantes e em Sertãozinho, um núcleo foi inaugurado em 2020, com o objetivo de eliminar as desigualdades das mulheres, raças e condições sociais.
“Tem sido uma luta, pois a desigualdade é muito mascarada, Mesmo assim, não desistimos, pois desejo um futuro melhor as novas gerações. Assim, no início de novembro, procuramos o prefeito municipal, José Alberto Gimenez, através de um ofício solicitando o apoio nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, em Sertãozinho, abrangendo o Distrito de Cruz das Posses. E também a criação de uma lei, com o apoio do prefeito e dos vereadores municipais para institucionalizar essa campanha nas escolas e na comunidade, incentivando ações de enfrentamento à violência. Como também mostrar que Sertãozinho diz não a violência contra mulheres e crianças. Como resposta, fomos recebidas numa reunião com Edilaine Angelino e Tatiane Cristina Pereira Guidoni Gimenez para apresentar uma proposta na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e até o momento aguardamos a resposta”, informa Adriana Fagundes, representante do Colegiado Grupo Mulheres do Brasil Sertãozinho.
Para Vera Lúcia Ferrante Ramos, integrante do Grupo Mulheres do Brasil Sertãozinho, “confio muito que estas propostas não serão engavetadas. A Edilaine e a Secretária da Cidadania, Tatiane Gimenez, já demonstraram preocupação com a violência contra mulheres e meninas de nossa cidade e creio que farão tudo para amenizar esta intolerância e, num futuro próximo, consigamos zerar esse assunto horrível em Sertãozinho e Cruz das Posses”, finaliza.
E fica um alerta a população, “quem cala consente. Por isso, é importante denunciar os agressores. Ao ver um caso de violência, seja ela: violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimônio, denuncie. Ligue para 180. Diga basta ao crime de violência!
Qual é a sua reação?

