Capacitação do trade turístico impulsiona destinos pet friendly e melhora a receptividade ao turista
Não adianta apenas dizer que o município é um destino pet friendly, todos devem se envolver e se preparar para o bom atendimento aos turistas, inclusive aos animais de estimação.
De acordo com a Abinpet - Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação e o Instituto Pet Brasileiro, o mercado brasileiro, em 2026, consolida sua trajetória de crescimento, projetando atingir em torno de R$ 80 bilhões em faturamento, com uma expansão anual estimada em 5%.
O setor é impulsionado pela "premiumização", nutrição funcional e a humanização dos animais, com o segmento de pet food representando cerca de 80% da receita
E segundo a Abinpet, o Brasil tem a segunda maior população de cães, gatos e aves canoras e ornamentais em todo o mundo e é o quarto maior país em população total de animais de estimação. A população pet no Brasil é de aproximadamente 141,6 milhões de animais. São 55,1 milhões de cães, 24,7 milhões de gatos, 19,4 de peixes ornamentais e 40 milhões de aves. Répteis e pequenos mamíferos contabilizam 2,4 milhões. Esse contingente de pets emprega cerca de 2 milhões de pessoas em todo o País.
Entre todos os domicílios brasileiros localizados na área rural, 65% têm pelo menos um cachorro, enquanto a proporção de lares com ao menos um cão na zona urbana é de 41%. Em 2013, 44,3% das casas brasileiras tinham esse pet.
E com esses dados o mercado do turismo percebe a importância de transformar seus munícios em DESTINO PET FRIENDLY
Sertãozinho, a nova estância turística do Estado de São Paulo, desde 2025 vem se preparando para esse novo nicho de mercado. Afinal, com o crescimento do número de viajantes que não abrem mão de levar seus animais de estimação, o turismo pet friendly deixou de ser tendência para se tornar uma necessidade estratégica. Nesse cenário, a capacitação do trade turístico — que engloba hotéis, restaurantes, atrativos, transportes e serviços — surge como peça-chave para transformar destinos em referências de acolhimento e hospitalidade.
E o Comtur Sertãozinho tem colocado no seu plano de ação, junto coma Prefeitura, a capacitação do trade turístico.
“Mais do que permitir a presença de pets, ser pet friendly exige preparo, com profissionais aptos a lidar com diferentes perfis de animais, compreender normas de segurança, higiene e bem-estar, além de oferecer um atendimento empático tanto ao tutor quanto ao pet. A ausência desse preparo pode gerar experiências negativas, afetando diretamente a imagem do destino”, esclarece Patrícia Moraes, veterinária e consultora que está atuando no Projeto Sertãozinho Pet Friendly.
O projeto iniciou com a análise e visita técnica ao município e agora se prepara para a segunda fase: a capacitação dos empresários e gestores públicos.
Afinal, investir em treinamento proporciona benefícios claros. “E estabelecimentos capacitados conseguem estruturar espaços adequados, criar políticas claras de convivência e oferecer serviços diferenciados, como áreas exclusivas, cardápios adaptados e parcerias com veterinários ou pet shops. Essa organização transmite confiança ao turista, que se sente mais seguro ao escolher o município como destino para sua próxima viagem”.
imagem internet
E como o pet tem sido considerado como um membro da família, “um atendimento acolhedor, livre de restrições excessivas ou constrangimentos, contribui para a fidelização do turista. Afinal, quando o viajante percebe que seu pet é bem-vindo, a satisfação aumenta e a chance de recomendação do destino cresce significativamente”, garante Patrícia.
Outro ponto relevante é o impacto econômico. O público que viaja com animais costuma ter maior permanência e consumo, já que busca serviços especializados e experiências completas. Destinos preparados conseguem aproveitar esse potencial, gerando renda e fortalecendo a cadeia turística local.
Para que essa transformação aconteça de forma consistente, é fundamental o envolvimento de entidades públicas e privadas na promoção de cursos, workshops e certificações. A criação de selos de qualidade pet friendly, por exemplo, pode ajudar a padronizar práticas e orientar o turista na escolha de serviços confiáveis.
E os conselheiros do COMTUR Sertãozinho incentivam essa qualificação ao trade turístico.
E Patrícia justifica que a profissionalização no segmento Pet Friendly vai além de simplesmente fornecer água e ração para animais, na frente do seu estabelecimento, mas que envolve também “segurança, bem-estar e respeito tanto aos proprietários de animais quanto aos turistas que não gostam de pets e as responsabilidades dos empresários e gestores públicos no desenvolvimento de políticas Pet Friendly, incluindo a criação de espaços adequados, monitoria e comunicação adequada para os visitantes e residentes”.
O projeto Pet Friendly estabelecido em dez meses em Sertãozinho, parte agora para a segunda fase, capacitação do trade turístico. “A partir de abril e maio, com o apoio da secretaria de turismo, Prefeitura e Comtur, vamos começar, de forma presencial a fase dos treinamentos com os empresários de bares, restaurantes, hotéis etc).
E os locais que passarem pelos treinamentos adequados poderão receber o Selo Pet Friendly, mas, esse é um novo capitulo que em breve consultora apresentará.
Veja a seguir a entrevista completa, com exclusividade, na Rota do Turismo.
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