FORTALEÇA SUA AUTOESTIMA E NÃO DEPENDA DA FELICIDADE DOS OUTROS
Matheus Rondi Paschoal compartilha sua trajetória de superação da dependência química e reforça importância do acolhimento e da autoestima
A história de Matheus Rondi Paschoal é marcada por desafios, superação e reconstrução de vida. Em entrevista com caráter educativo e preventivo, ele compartilhou sua experiência com a dependência química, os impactos emocionais causados pela baixa autoestima e a importância do acolhimento terapêutico no processo de recuperação.
Matheus revelou que o contato com drogas e álcool começou ainda na infância, impulsionado por traumas emocionais e pela dificuldade de lidar com a obesidade, que influenciou muito a baixa autoestima. “O álcool passou a fazer parte muito cedo na minha, aos 15 anos, dentro do ambiente familiar já bebia, influenciando inclusive escolhas pessoais, como a decisão de realizar um intercâmbio na Inglaterra em 2010, motivado pelo fato de o país que escolhi possuir idade mínima menor para consumo de bebidas alcoólicas.
Durante o período universitário, em Campinas/SP, no período de 2011 a 2015, o uso de drogas se intensificou. Matheus relatou que passou a consumir maconha diariamente, em diferentes momentos do dia, além do uso de outras substâncias que afetaram diretamente seu desempenho acadêmico, sua convivência social e sua saúde emocional.
O agravamento da dependência ocorreu em 2015, após o contato com a cocaína. Segundo Matheus, “a situação resultou no abandono da faculdade, isolamento social e isolamento do convívio dos amigos, agravamento os problemas de saúde mental”.
Foi nesse momento que Matheus decidiu buscar ajuda da família e iniciar o tratamento psiquiátrico.
Durante a entrevista, Matheus destacou que a dependência química não pode ser tratada apenas como “falta de força de vontade ou sem-vergonhice. É uma doença que não tem cura”. Para ele, a recuperação exige acompanhamento contínuo, envolvendo aspectos emocionais, espirituais, físicos e medicamentosos.
Matheus ressaltou ainda a importância do acolhimento recebido no Grupo de Recuperação de Alcoólicos Augusto Silva – GRAAUS, primeira instituição terapêutica em que permaneceu por um longo período, “foram oito meses de tratamento e mesmo assim tive recaída”. Essa experiência, segundo Matheus, foi decisiva para compreender a dimensão da doença e iniciar um verdadeiro processo de transformação pessoal, diferente das tentativas anteriores em tratamentos hospitalares de curta duração.
Ao falar sobre o processo de recuperação, Matheus descreveu os sentimentos de negação, luto e reconstrução enfrentados ao longo do tratamento. Atualmente, ele mantém acompanhamento com medicação e terapia semanal, reforçando que a dependência química é uma doença crônica, sem cura definitiva, que exige vigilância e cuidados permanentes.
Desde o início de sua sobriedade, em 2020, Matheus retomou projetos pessoais e profissionais. Conseguiu concluir a faculdade, foi aprovado na OAB e, desde 2025, atua como advogado na área do Direito da Saúde. Casado e pai de uma menina, ele afirma que a chegada da filha, em 2023, transformou completamente sua perspectiva de vida.
“Hoje sigo fortalecendo minha autoestima e entendendo que não preciso colocar minha felicidade nas mãos de ninguém. Perdi muito tempo da minha vida no vício, mas hoje sou grato pela oportunidade de recomeçar”, afirmou.
Mesmo enfrentando desafios relacionados à obesidade — apontada por ele como um dos gatilhos emocionais do processo de dependência — Matheus reforça a importância do acolhimento, do tratamento contínuo e do fortalecimento emocional.
Ao final da entrevista, deixou um conselho especialmente aos jovens: “Siga seu próprio sentimento, não tente agradar aos outros e não dependa da felicidade de ninguém para ser feliz. E busque apoio com os país. Se tivesse conseguido me abrir antes, muitos problemas não teriam acontecido. Por outro lado, hoje trago na bagagem uma grande experiência”.
O relato de Matheus busca conscientizar sobre os riscos do uso de álcool e drogas como mecanismos de fuga emocional, além de reforçar a importância do apoio familiar, do tratamento especializado e do fortalecimento da autoestima como ferramentas fundamentais na prevenção e recuperação da dependência química.
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E isso fortalece o trabalho da Rota do Turismo em parceria com a Associação de Comunicação do Turismo Brasileiro – ACTB ao afirmar que, “Saúde Mental Importa e faz a diferença na vida de todos”.
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