GRAAUS, 25 ANOS TRANSFORMANDO VIDAS
Começou com um pequeno grupo de voluntários de Sertãozinho e hoje é reconhecida nacionalmente por recuperar e transformar vidas.
No último dia 17 de fevereiro de 2026 o GRUPO DE RECUPERAÇÃO DE ALCOÓLICOS AUGUSTO SILVA – GRAAUS, comemorou 25 anos, com trabalhos voluntários, funcionamento ininterrupto e atendimento 24 horas
Mas, a história da entidade começou em 1996, com José Lellis que buscou voluntários para tirar o sonho do papel. Em 2001, um grupo de voluntários e empresários resolveram formalizar juridicamente o GRAAUS e constituíram o estatuto e sua diretoria.
Hoje, o empresário Lairson Domingues, um dos diretores do GRAAUS, foi o entrevistado do Podcast Fala Mulher, aqui tem turismo, cultura, sabor e tradição.
Localizada em Sertãozinho/SP, o GRAAUS acolhe e recupera dependentes químicos, oferecendo internações e acolhida, também para as famílias, de forma gratuita.
A diretoria, composta por dez membros, todos voluntários, mantém a instituição por meio de eventos, rifas e parcerias públicas, entre elas, convênios com a Prefeitura Municipal de Sertãozinho e com os Governos Estadual e Federal.
“Atualmente, a instituição possui uma área própria de 25.000 m², com viveiro de plantas nativas da Mata Atlântica, já tendo plantado aproximadamente 23 mil mudas”, comemora Lairson Domingues, que informa que as mudas são comercializadas para o público em geral, e mantém divulgação pelo Instagram @graausct, Facebook e site oficial: http://www.graaus.com.br.
E, no próximo dia 05 de julho de 2026, o GRAAUS prepara sua famosa feijoada, que acontece anualmente no Centro de Convivência da Igreja de São João. Os convites já podem ser adquiridos por apenas R$ 90,00 por pessoa e crianças abaixo de 7 anos não pagam. O convite inclui feijoada e sobremesa, consumidas no local.
Veja a seguir um pouquinho dessa trajetória.
Adriana Fagundes: Como o GRAAUS trabalha para desmistificar o preconceito em torno da dependência química?
Lairson Domingues: O combate ao preconceito começa pela seriedade e transparência com que a diretoria realiza o trabalho — tanto com os colaboradores quanto com os residentes e suas famílias. A sociedade hoje compreende melhor que existem múltiplos fatores que levam à dependência química. A instituição não julga ninguém, mas, oferece condições para que a pessoa busque um novo caminho ou retome sua vida anterior à dependência.
Adriana Fagundes: Quantas pessoas já passaram pelo GRAUS nesses 25 anos?
Lairson Domingues: Não possuo o número exato em mãos, mas foram muitas pessoas e famílias transformadas, graças a Deus. O atendimento não se restringe ao residente: em média, cada dependente químico tem entre cinco e sete pessoas diretamente vinculadas a ele e que também necessitam de suporte, pois a família adoece junto com o dependente.
Adriana Fagundes: Como funciona o processo de recuperação dentro da instituição e quais terapias são oferecidas?
Lairson Domingues: Desde a chegada, o residente é inserido em uma rotina de trabalho nos setores da instituição — cozinha, limpeza, horta e viveiro de plantas nativas. A estrutura conta com psicóloga, terapeuta ocupacional e o projeto do viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica, criado há cerca de um ano e meio. O trabalho com as mudas é utilizado como metáfora terapêutica: assim como a planta precisa de cuidado, rega e determinação para crescer, o residente também precisa trabalhar internamente para se transformar e estar pronto para retornar à sociedade.
Veja a entrevista completa clicando no vídeo abaixo.
Tem problema com álcool e drogas, conhece alguém que precisa de ajuda ou gostaria de se tornar um voluntário?
Entre em contato com a equipe do Graaus, através do site www.graaus.com.br
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