Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, traz histórias e dicas
Em homenagem ao dia internacional da Mulher, o Ministério do Turismo e Unesco lançaram um guia para mostrar a trajetória e o aumento das mulheres que viajam sozinhas.
Anelise Zanoni, jornalista e consultora do Sebrae, liderou a pesquisa inédita sobre mulheres que viajam sozinhas no país, realizada em parceria com o Ministério do Turismo e a UNESCO e comentou sobre o lançamento de um guia inédito, com o título: Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, com histórias e muitas dicas.
A pesquisa, financiada pelo Ministério do Turismo e UNESCO, entrevistou quase 3.000 mulheres e revelou que seis de cada dez mulheres deixaram de viajar sozinhas devido a questões de segurança e 62% sofreram algum tipo de violência durante as viagens.
Anelise explicou que, “o guia foi o primeiro estudo brasileiro sobre o tema e identificou desafios históricos das mulheres que viajam sozinhas, incluindo perguntas machistas sobre maridos e filhos”.
Também mostrou que o sudeste e sul do Brasil têm a maior participação de mulheres viajando sozinhas.
Adriana Fagundes – Rota do Turismo: Por que você resolveu fazer essa pesquisa e escrever esse guia?
Anelise Zanoni: Na verdade, os dois guias, o primeiro lançado no Salão do Turismo em 2025 e agora o Guia para as Mulheres que Viajam Sozinhas, foram desenvolvidos a partir de uma demanda da UNESCO e do Ministério do Turismo, que perceberam a necessidade de amparar mulheres viajantes. Participei de um processo seletivo com quase 50 profissionais e fui selecionada por minha trajetória editorial e experiência com guias de temática feminina. Durante o planejamento, sugeri a pesquisa ao perceber que não havia material sobre o tema no Brasil, diferente do exterior.
Adriana Fagundes: O número de brasileiras viajando sozinha está crescendo ou diminuindo?
Anelise Zanoni: Está crescendo. As agências e operadores estão cada vez mais criando projetos próprios para mulheres viajarem em conjunto ou em grupo com amigas. Além de tudo, faz muito bem se encontrar com outras mulheres, conversar, dividir experiências e ter essa sensação de autonomia e liberdade. É uma área em plena ascensão.
Adriana Fagundes: O que você descobriu dentro desse guia?
Anelise Zanoni: Descobrimos que as mulheres querem viajar por momentos de lazer, independência, liberdade e acolhimento. Muitas deixam de viajar por falta de segurança. Seis em cada dez mulheres já deixaram de viajar por questões de segurança, e 62% já sofreram algum tipo de violência ou abuso durante uma viagem. Também descobrimos que, mesmo existindo canais para pedir socorro (polícia, delegacia da mulher, canal 180), muitas das que sofreram violência não pediram ajuda para ninguém, tentando resolver o problema sozinhas.
Adriana Fagundes: Na sua trajetória, você tem visto empresas como a Rota do Turismo que oferecem suporte para mulheres viajantes?
Anelise Zanoni: Eu te confesso que não. Quando as viajantes fazem sua viagem com uma agência, elas têm esse suporte, que é perfeito, obrigatório e necessário. Por isso indicamos montar o roteiro junto com uma agência. Mas esse tipo de suporte gratuito e por compaixão é difícil de encontrar. Encontrei algumas redes de apoio para mulheres, que estão no guia, mas poderia haver mais. Seria interessante se outras empresas se inspirassem em exemplos como o da Rota do Turismo.
Veja a matéria completa no vídeo abaixo.
Qual é a sua reação?

