Turismo responsável para as mulheres que viajam sozinhas é a meta do Ministério do Turismo
Ministério do Turismo lança Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas e demonstra cuidado com a segurança das turistas brasileiras e internacional.
No último dia 5 de março, o Ministério do Turismo apresentou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinha, um levantamento inédito conduzido por Carolina Fávero, em parceria com a jornalista Anelise Zanoni.
De acordo com guia, a cada 10 mulheres, quatro já viajaram sozinhas a trabalho ou lazer, enquanto 41,8% viajaram sozinhas entre Brasil e exterior, 35,9% optaram por vivenciar essa experiência exclusivamente em território nacional.
“Essas informações constam no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, uma publicação que reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo, e já está disponível AQUI.”, garante Carolina Fávero.
Video enviado pela ASCOM - Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
No lançamento o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, lembrou que o turismo também faz parte da transformação em defesa das mulheres. “Este guia está alinhado ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo do presidente Lula, que estrutura ações preventivas, integradas e permanentes para proteger mulheres em todo o país”.
Com 72 páginas, o guia foi elaborado a partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, com 2.712 mulheres de todas as regiões do país, incluindo mães que viajam com filhos, mulheres de todas as idades, inclusive 60+ e várias profissionais em deslocamento a trabalho ou apaixonadas para descobrir novas aventuras, envolvendo ecoturismo, bem-estar e gastronomia.
“Foi um momento dessas mulheres compartilharem seus medos, percepções, motivações, receios e estratégias de viagem”, comemorou Carol.
E continuou, “no ano passado foi lançado o Guia com Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres, focado no setor de serviços. Esse ano, a estratégia foi focar na experiência direta da viajante, fortalecendo a autonomia feminina e, em 2027, com a Copa do Futebol Feminino no Brasil, o próximo passo do Ministério do Turismo, de acordo com o ministro, será a segurança. para essas mulheres continuem suas viagens, cada vez mais segura”.
Essa semana, Carolina Fávero está em viagem, divulgando o lançamento do Guia, inclusive na Organiação das Naçoes Unidas - ONU.
Veja a seguir alguns dados do guia:
PERFIL DA VIAJANTE SOLO
A faixa etária predominante é de 35 a 44 anos (34,6%), seguida pelas faixas de 45 a 54 anos (22,1%) e 25 a 34 anos (21,7%). A maioria possui renda entre três e dez salários mínimos e 67,7% não têm filhos. Entre as mães com filhos menores, 58,5% sentiram-se seguras ao viajar com eles.
MOTIVAÇÕES E INTERESSES
Embora o lazer lidere (72,6%), a busca por independência e liberdade é central para 65,1% das entrevistadas. Autoconhecimento, trabalho e visitas a familiares também são citados. Na escolha do destino, a segurança e a liberdade de escolha superam fatores como preço e conforto.
VISÃO ESPECIALIZADA
O material contou com a consultoria de 17 especialistas das áreas de turismo e gênero, além da parceria com a UNESCO e a jornalista Anelise Zanoni. O conteúdo dialoga com políticas públicas como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e o Protocolo Não é Não, reforçando que a segurança é uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia turística.
AÇÕES DE PROTEÇÃO
Com iniciativas do governo brasileiro em parceria com a UNESCO, o guia busca um Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e fortalece as redes de enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas para ampliar a divulgação das informações sobre direitos e deveres referente a proteção e prevenção da violência de todos os gêneros.
Outro alerta ao trade turístico está na prevenção e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e apoio ao Protocolo Não é Não, que estabelece medidas de proteção às mulheres em casas noturnas, shows e eventos, com venda de bebidas alcoólicas.
As ações reforçam que a responsabilidade pela segurança não recai apenas sobre a viajante, mas sim, sobre toda a cadeia do turismo, esclarece o guia.
Veja a entrevista completa com Carolina Fávero aqui.
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