CEISE Br apresenta diagnóstico inédito da indústria de base da bioenergia e revela potencial estratégico da CPL Bioenergia

Estudo divulgado na Fenasucro & Agrocana mostra força econômica, desafios e oportunidades do polo industrial de Sertãozinho e região na transição energética global.

Ago 14, 2025 - 22:04
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CEISE Br apresenta diagnóstico inédito da indústria de base da bioenergia e revela potencial estratégico da CPL Bioenergia

Sertãozinho e sua região acabam de ganhar uma radiografia inédita do papel que exercem no futuro da energia limpa. Durante a Fenasucro & Agrocana 2025, o CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) apresentou o Mapeamento da Cadeia Produtiva de Equipamentos para Fabricação de Biocombustíveis e Bioenergias, estudo realizado pela consultoria Markestrat com fomento da Cadeia Produtiva Local – CPL Bioenergia, cuja governança é liderada pela entidade.

 

O levantamento detalha a dimensão e a relevância da indústria de base voltada à bioenergia no interior paulista, com dados sobre faturamento, exportações, empregos, massa salarial e portfólio produtivo. Mais que um retrato econômico, o estudo posiciona a região como um dos elos estratégicos para a transição energética no Brasil e no mundo, com potencial de atrair investimentos, gerar inovação e ampliar a competitividade global.

 

“O mapeamento mostra, com números concretos, o potencial da nossa indústria como fornecedora estratégica para a produção de biocombustíveis e outras bioenergias. Esse diagnóstico é fundamental para orientar políticas públicas, atrair investimentos e valorizar a força da nossa cadeia produtiva”, afirma Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br.

 

Uma cadeia produtiva robusta e especializada

A CPL Bioenergia reúne 18,6 mil empresas em 16 municípios no entorno de Sertãozinho, que juntas faturaram R$ 37,1 bilhões em 2024 e empregam mais de 105 mil trabalhadores, com massa salarial de R$ 4,1 bilhões. Os salários médios são 20,4% superiores aos da média regional e a escolaridade da força de trabalho é 12% mais alta, sinalizando maior qualificação técnica.

 

O segmento Máquinas e Equipamentos lidera em faturamento, com R$ 24,4 bilhões, 27,6 mil empregados e a maior densidade empresarial da cadeia. Trata-se do núcleo industrial que sustenta a operação das usinas, fornecendo tecnologias essenciais para todas as etapas da produção de biocombustíveis e bioenergias.

 

Segundo Fernando de Cesare Kolya, coordenador geral do mapeamento, “o estudo revelou um cenário extremamente promissor para a CPL, destacando um conjunto avançado de capacidades de produção que engloba máquinas, equipamentos e serviços de alto nível. Com milhares de empresas e uma força de trabalho altamente qualificada, a CPL está bem posicionada para se consolidar como um polo tecnológico de referência no setor de biocombustíveis”.

 

Potencial alinhado à transição energética global

O relatório conecta os números regionais ao cenário mundial de energia. Até 2050, 33% da matriz energética global será composta por fontes renováveis, contra apenas 8% em 2010. Esse avanço exige investimentos massivos: só em 2024, o mundo aplicou US$ 2,1 trilhões na transição energética, valor que ainda precisa crescer 168% para cumprir metas climáticas.

 

 

Dentro desse contexto, o Brasil se destaca pela alta participação de renováveis na matriz e pela liderança em biocombustíveis avançados — mercado que deve mais que dobrar até 2035, chegando a US$ 45,8 bilhões. O país tem vantagens competitivas claras: recursos agrícolas abundantes, tecnologia consolidada para o etanol e políticas de incentivo.

 

A CPL Bioenergia é peça-chave nessa engrenagem: fornece equipamentos, tecnologias e serviços que viabilizam desde o etanol 2ª geração (a partir do bagaço e palha da cana) até biogás, biometano, HVO e SAF (combustível sustentável de aviação). Essas frentes ampliam a produtividade, geram receita adicional e diversificam o portfólio do setor.

 

Desafios que pedem resposta

O mapeamento também identifica gargalos que, se superados, podem acelerar o crescimento da CPL. Entre eles:

Acesso limitado a crédito para modernização e inovação;
Tributação elevada e complexa, que compromete competitividade;
Escassez de mão de obra qualificada em áreas técnicas;
Ausência de políticas públicas robustas para bens de capital da bioenergia;
Concorrência predatória e câmbio instável;
Barreiras logísticas para exportação e distribuição nacional.

 

Rosana Amadeu ressalta que o diagnóstico oferece uma base sólida para ação estratégica: “Estamos falando de um polo industrial com vocação natural para liderar a bioeconomia brasileira. Temos empresas capazes de fornecer soluções para o mundo, mas precisamos de políticas consistentes, financiamento acessível e qualificação contínua. Esse estudo é o ponto de partida para unir setor privado, governo e instituições de ensino em torno de um plano claro para os próximos anos.”

 

Governança e articulação

A governança da CPL Bioenergia é formada por um ecossistema de instituições que inclui CEISE Br, CIESP Regional Sertãozinho, Escola SENAI Ettore Zanini, FAESP Regional Ribeirão Preto, FATEC Sertãozinho, Fenasucro & Agrocana, IFSP Sertãozinho, Prefeitura de Sertãozinho e SEBRAE Regional Ribeirão Preto. Essa rede é considerada estratégica para fomentar inovação, competitividade e práticas ESG no polo industrial.

 

Perspectiva

O mapeamento divulgado na Fenasucro & Agrocana é mais que uma fotografia do presente: é um guia para o futuro da bioenergia no Brasil. Com um parque industrial consolidado, qualificação acima da média e forte integração com as usinas, a CPL Bioenergia tem todas as credenciais para se tornar um hub exportador de tecnologia limpa.

 

O desafio, agora, é transformar potencial em liderança consolidada — e os números apresentados mostram que Sertãozinho e região já têm a base para isso.

 Fonte e Fotos: Assessoria de imprensa Ceise Br

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